Seleção Brasileira adota recurso do futebol americano em atividade comandada por Ancelotti

Foto: Bom Dia Brasil

As jogadas de bola parada seguem como uma das principais apostas de Carlo Ancelotti na preparação da Seleção Brasileira. Consideradas o caminho mais curto até o gol, ou a forma mais direta de a bola chegar à rede, elas recebem atenção especial do treinador.

Entusiasta desse tipo de estratégia, Ancelotti destaca a importância do fundamento no futebol moderno. Segundo ele, cerca de 30% dos gols surgem em lances de bola parada, o que reforça o potencial de diferença em uma competição.

“A bola parada no futebol moderno é um aspecto muito, muito importante. Na estatística, 30% dos gols saem da bola parada. Creio que temos ferramentas porque temos batedores de escanteios muito bons e cabeceadores muito bons”, afirmou o técnico.

Para otimizar o trabalho, o treinador levou à Seleção um recurso pouco comum no futebol: a chamada “munhequeira tática”, equipamento usado no futebol americano. A munhequeira mostra jogadas ensaiadas para orientar os jogadores durante a partida.

“É pra simplificar a explicação aos jogadores, encontrando a posição, a bola parada, sem perder muito tempo na explicação”, explicou Ancelotti.

Os treinamentos de bola parada são realizados a portas fechadas, numa tentativa de manter o fator surpresa para os adversários. Apesar disso, na estreia, essas jogadas ensaiadas ainda não apareceram de forma efetiva.

Contra o Marrocos, o Brasil teve seis escanteios. A cobrança de Raphinha e a antecipação de Marquinhos foi o lance que mais se aproximou de uma jogada trabalhada pela comissão técnica.

Nas faltas, o cenário também não foi de grande perigo: em 15 oportunidades a favor, a Seleção não conseguiu transformar as cobranças em chances claras de gol.

Outras seleções já colheram resultados em bolas paradas nesta Copa. O gol da Arábia Saudita contra o Uruguai, por exemplo, saiu nesse tipo de lance, embora com forte componente de improviso.

Já no empate do Japão contra a Holanda, no fim da partida, houve uma movimentação coordenada dentro da área, com desvio final que enganou o goleiro, em uma jogada que teve características típicas de treino. Se, no caso dos japoneses, até a sorte parece ensaiada.


Fonte: G1