O Paraná está sob novos alertas de tempestade emitidos pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) válidos para sexta-feira (18), sábado (19) e domingo (20). A instabilidade atmosférica, que marca o retorno das chuvas fortes ao estado, é impulsionada pela formação de um ciclone extratropical no oceano. A previsão meteorológica aponta para ventos severos, grande volume de precipitação e possibilidade de queda de granizo em diversas regiões ao longo dos próximos dias.
De acordo com o Inmet, o sábado será o dia mais crítico, classificado com alerta laranja de perigo. Nessa data, o volume de chuvas pode dobrar de intensidade, e as rajadas de vento têm potencial para atingir até 100 km/h. Para a sexta-feira e o domingo, que figuram sob alerta amarelo, a estimativa é de precipitações de até 30 milímetros por hora ou 50 milímetros ao dia, acompanhadas de ventos de até 60 km/h. Em todos os três dias cobertos pelos avisos, há risco iminente de queda de granizo.
A virada no tempo ocorre após uma quinta-feira (17) de clima firme e ensolarado na maior parte do território paranaense, com exceção do litoral e da Serra do Mar, que mantêm nebulosidade e chuva fraca por influência marítima. Segundo a agência Climatempo, o cenário muda já na sexta-feira, quando as áreas de instabilidade avançam inicialmente pelas regiões oeste e sudoeste do estado, com chuvas que variam de fracas a moderadas, mas que ganham força gradativamente ao longo do dia.
No sábado, o avanço de um sistema de baixa pressão espalha os temporais por todo o Paraná. A previsão indica chuvas fortes, intensas descargas elétricas e ventania generalizada, com pico de intensidade esperado entre os períodos da tarde e da noite. O domingo, embora ligeiramente mais brando que o sábado, mantém o alerta de chuvas volumosas e tempestades concentradas principalmente nas regiões oeste, centro-oeste e centro-sul.
Os especialistas da Climatempo esclarecem que, apesar de o ciclone extratropical ditar as condições do tempo nos próximos dias, o núcleo do sistema não avançará sobre o território paranaense. O fenômeno deve se formar em alto-mar, na altura da costa do Uruguai, afastando-se do continente na sequência. Contudo, a aproximação das áreas de baixa pressão associada ao ar quente e úmido sobre o Paraná gera a energia necessária para desencadear a forte onda de temporais.
Fonte: Tnonline
Foto: Arquivo TNOnline
