O Sistema Único de Saúde (SUS) vai começar a distribuir canetas emagrecedoras para pacientes com indicação médica no tratamento da obesidade. O anúncio foi feito nesta quinta-feira (17).
A oferta dos medicamentos, conhecidos tecnicamente como agonistas do receptor GLP-1, será feita baseada em protocolos clínicos definidos pelo Ministério da Saúde. Embora a distribuição em larga escala ainda não tenha uma data exata para começar, o MS já avalia os resultados promissores de testes na rede pública.
Como vai funcionar a caneta emagrecedora no SUS?
Para definir as regras exatas de quem terá direito ao tratamento, o governo está se baseando no projeto-piloto “Real-Bari”, conduzido no Grupo Hospitalar Conceição, em Porto Alegre. Desde o final de junho, o estudo acompanha 250 pacientes do SUS por um período de dois anos.
O foco da pesquisa é avaliar pacientes que estão na fila de espera para a cirurgia bariátrica. O principal objetivo é entender se o uso da semaglutida (um dos princípios ativos das canetas) consegue controlar a obesidade de forma tão eficaz que a cirurgia não seja mais necessária.
Os especialistas também investigam se a medicação auxilia na redução de problemas no coração e evita a reincidência do câncer de mama.
Quem poderá receber o medicamento?
Os detalhes finais de elegibilidade dependerão de uma regulamentação futura do Ministério da Saúde. Porém, com base no projeto-piloto, os pacientes aptos para o tratamento precisavam atender aos seguintes requisitos:
Ter obesidade grave ou associada a outras doenças (comorbidades), como problemas cardíacos;
Ter o diagnóstico de obesidade há pelo menos 12 meses, com falha documentada no tratamento clínico convencional;
Ter indicação técnica aprovada para a realização de cirurgia bariátrica.
Atualmente, a cirurgia é o tratamento padrão oferecido pela rede pública. O uso das canetas funcionaria como uma alternativa muito menos invasiva e perigosa para o paciente.
Quando as canetas emagrecedoras serão distribuídas?
O passo final para que o medicamento chegue definitivamente a todos os postos de saúde do Brasil é a aprovação da Conitec (Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS). Após a conclusão do estudo de dois anos, o órgão vai analisar os dados para confirmar se o investimento público vale a pena frente aos custos das cirurgias tradicionais.
Fonte: Massa
Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
